Alguns já foram condenados, outros estão sendo julgados em oito processos, atualmente em curso, e nas próximas semanas haverá cinco novos processos em marcha. O jornal Pagina 12 traz um informe completo da marcha da Justiça argentina com respeito às violações dos direitos humanos durante a ditadura militar. Em várias cidades do país, acusados de tortura e assassinato estão enfrentando julgamentos.
Alejandra Dandan - Pagina12
Abre-se uma nova etapa de sustentações orais nos julgamentos dos delitos de lesa humanidade. Com a acumulação de causas e a perspectiva do início demorado das sustentações orais em Mendoza, nas próximas semanas começarão quatro novos processos. Ocorrerão em Santa Fé, San Rafael, Córdoba e Rosário. Para setembro está previsto o começo das sustentações orais relativas ao plano sistemático de apropriação de menores na Cidade de Buenos Aires. Em algumas das causas foram avaliados os crimes cometidos em centros clandestinos, e na de Mendoza vai se alegar o que os querelantes definem como “a estrutura de impunidade que impediu até agora o avanço dos processos”. À lista se soma as oito sustentações orais que seguem acontecendo atualmente no país e as cinco condenações de 2010.
Santa Fé, o começo
Nesta quarta-feira (22), começa o julgamento de Mario Facino, chefe da 4ª delegacia de Santa Fé até fins de 1976 e que depois ascendeu a chefe do Comando Radioelétrico até 14 de agosto de 1979. Será a terceira sustentação oral em processos dos crimes da ditadura e o primeiro que inclui a figura do jurídica “homicídio”, para a qual se prevê a pena de prisão perpétua. Facino irá a julgamento pelo sequestro e homicídio de Alicia López de Rodríguez, uma professora, militante das Ligas Agrarias, mãe de três filhos e esposa de um juíz, também militante, que a essa altura estava preso na prisão de Rawson. Ela foi sequestrada por um grupo de umas vinte pessoas, em 21 de outubro de 1976, quando estava na casa de sua sogra.
Para Lucila Puyol, da organização Hijos, essa é uma das causas emblemáticas da província: eça revela o papel da 4ª delegacia no circuito da repressão. Segundo dos dados dos organismos de direitos humanos, a delegacia era um dos primeiros lugares a que os detidos eram encaminhados. Depois, muitos eram levados a outros destinos, entre eles os centros clandestinos conhecidos como “as casitas” que estavam fora da cidade. “Alicia foi muito torturada e violada na delegacia”, disse Puyol. “Seus companheiros dizem que a viram muito mal fisicamente, e obviamente não foi atendida, de modo que alguns deles a viram morta já nessa delegacia”.
O processo seguirá ao Tribunal Oral Federal de Santa Fé, integrado por Maria Ivón Vella, José María Escobar Cello e Ricardo Moisés Vázquez. 28 testemunhas serão escutadas. Entre elas, Osvaldo Lovey, um dos dirigentes lendários das Ligas Agrarias. Quando o processo chegar ao fim Facino provavelmente receberá sua segunda condenação. O ex-comissário foi condenado já a 20 anos de prisão no processo do ex-juiz Victor Brusa. No momento da sentença o jornal Rosario/12 indicou que na ocasião ficou demonstrado, entre outros dados, que o chefe da 4ª delegacia se “tornou uma peça-chave no cumprimento do plano sistemático”. A sala onde cometiam as torturas “era contígua ao seu gabinete (de Facino) que, como chefe da seccional cumpria expediente em qualquer horário”.
San Rafael, o “Negro” Tripiana
Para Mendoza uma data histórica se aproxima. Está previsto para 1º de julho o início da primeira sustentação oral da província pelo sequestro e desaparição de Francisco Tripiana, um operário da construção civil, trabalhador da colheita de uva e militante da JP [ Juventud Peronista], sequestrado em sua casa em San Rafael na madrugada do golpe de estado de 1976. Para acumular causas, o processo incluirá o sequestro e desaparição de Guillermo Berón Pascual Sandoval e Roberto Osorio, todos militantes justicialistas, nenhum com estudo universitário.
Mariano é filho de Francisco Tripiana. Tinha oito meses quando uma gangue entrou na sua casa para levar o seu pai. Ainda busca saber quem ele era, procurando amigos e companheiros de militância. “Hoje estou reconstruindo a história – disse -, sua militância social; contudo, para além dos anos que passaram, nunca pude fazer o luto, passaram 34 anos, hoje tenho quatro filhos, netos de um desaparecido, e sempre que conto isso me quebro”.
O julgamento estará a cargo do Tribunal Oral Criminal Federal Nº 2 integrado por Roberto Julio Naciff, Héctor Fabián Cortés e Jorge Roberto Burad. Não haverá recesso judiciário. Os imputados são o ex-chefe do Exército Luciano Benjamin Menéndez; Aníbal Alberto Guevara Molina, tenente do Exército; Raúl Alberto Ruiz Soppe, chefe da Unidade Regional II de Polícia de Mendonza; Juan Roberto Labarta Sánchez, oficial da polícia de Investigações D-2; José Martín Mussere Quintero, oficial da polícia de Mendoza; Cristóbal Ruiz Pozo, médico da Polícia, e Raúl Egea Bernal, advogado da Polícia.
“É o primeiro julgamento pelos crimes contra a humanidade em Mendoza – disse o advogado Pablo Salinas -, e acredito que o mais importante é ter exaurido a estrutura de impunidade que fazia com que não se pudesse até agora ter julgamentos nesta província”.
Córdoba, a unificação
No dia seguinte, em 2 de julho, começa em Córdoba uma sustentação oral contra Eduardo Rafael Videla, Luciano Benjamin Menéndez e outros 31 acusados. O processo reúne duas causas. A primeira é o expediente conhecido Gontero, em que se investiga sequestros tormentos sobre 11 personas, detidas e trasladas para a sede do Departamento de Informações Policiais (D-2), depois, às instalações que o Terceiro Corpo do Exército tinha no campo de “La Rivera” e finalmente à Unidade Penitenciária Nº 1. A outra causa, a que depois da acumulação se considera como expediente principal, é o fuzilamento de 32 presos políticos que estavam à disposição do Poder Executivo Nacional e que foram retirados para um suposto traslado e executados. As duas causas têm responsáveis e seis vítimas em comum. Esta foi uma das razões por que o expediente foi unificado. Mas não é a única. “Nos dois episódios interveio o mesmo Comando do Terceiro Corpo do Exército”, disse Martín Fresneda, advogado de acusação, ao Página/12, que acrescenta ainda uma coincidência no circuito repressivo.
A política de acumulação de causas é uma das exigências dos organismos de direitos humanos, porque não só acelera os processos, como serve ainda para entender a sistematicidade das políticas repressivas. “As pessoas estavam detidas na Unidade Penal Nº 1, mas muitas vezes eram levadas para um interrogatório ilegal na Rivera ou na D-2 da Pasaje Santa Catalina, e se provou – disse o advogado – que no caminho mataram duas pessoas”. À diferença de outras causas, o singular é que as vítimas eram presos políticos à disposição do PEN, do Exército e da Justiça Federal, disse Fresneda. Por isso, o julgamento “vai evidenciar sem lugar para dúvidas alguns níveis de cumplicidade da Justiça, com a sujeição do Poder Judiciário ao Militar”.
Rosário
O julgamento seguinte começará em 21 de julho, pelo centro clandestino de detenção que funcionou na secção de Informes da Chefatura de la Policía de Rosario, em prejuízo de 86 vítimas. Foi o centro clandestino mais importante de Rosario. Por ali passou a maior parte das vítimas e houve alguns sobreviventes. O edifício ficava em pleno centro da cidade e era operativamente acondicionado: nos pisos superiores cometiam as torturas e os que chegavam aos subsolos sabiam provavelmente que iriam sobreviver. Embora tenha continuado durante muitos anos a cargo da polícia, agora é a sede do governo santafesino em Rosário. Ana Oberlín é uma das advogadas dos Hijos. “Rosário tem uma particularidade – disse -, estava muito definido o território que correspondia ao grupo operativo da Polícia e ao Exército; a briga era pela pilhagem de guerra, porque era muito comum sequestrarem para extorquir”. O edifício da polícia era comandado por eles.
A causa conhecida como Agustín Feced, o policial que foi chefe da Polícia de Rosário durante a repressão, começou a ser instruída nos anos 80. Feced morreu logo depois. E hoje a lista de acusados inclui o ex-militar Ramón Diaz Bessone, José Rubén Lofiego, Mario Marcote, Ramón Vergara, Carlos Scortecchini, Ricardo Chomicki e Nilda Folch, dois civis e ex-detidos a quem a organização Hijos considera como vítimas e não imputa penalmente. O julgamento estará nas mãos do Tribunal Oral Nº 2, serão escutados 120 testemunhos e se calcula que o proceso se estenderá por un ano.
Buenos Aires
O calendário das próximas sustentações orais culmina em 20 de setembro, em Buenos Aires. O Tribunal Oral Federal Nº 6 iniciará nesse dia um processo contra Jorge Rafael Videla, Reynaldo Bignone, Cristino Nicolaides, Santiago Omar Riveros, Jorge Eduardo Acosta, Antonio Vañek e Rubén Oscar Franco por 33 casos de apropriação de menores durante la última ditadura. Trata-se do chamado “Plano Sistemático”. Os acusados estão imputados pelos delitos de subtração, retenção, ocultação e substituição da identidade de menores de dez anos. No processo tentar-se-á provar que existiu um plano sistemático de subtração de menores e Juan Antonio Azic será acusado, como responsável direto pela subtração de María Victoria Donda.
Tradução: Katarina Peixoto
Escrito por:Diretório Acadêmico de Direito - 24/06/2010 11:57
Você estudante de direito, certamente já ouviu falar no termo “Lombrosiano”! para uns uma teoria, para outros um preconceito. Conheça agora um pouco deste cidadão
Cesare Lombroso foi um professor universitário e criminologista italiano, nascido a 6 de novembro de 1835, em Verona. Tornou-se mundialmente famoso por seus estudos e teorias no campo da caracterologia, ou a relação entre características físicas e mentais.
Lombroso tentou relacionar certas características físicas, tais como o tamanho da mandíbula, à psicopatologia criminal, ou a tendência inata de indivíduos sociopatas e com comportamento criminal. Assim, a abordagem de Lombroso é descendente direta da frenologia, criada pelo físico alemão Franz Joseph Gall no começo do século IX e estreitamente relacionada a outros campos da caracterologia e fisiognomia (estudo das propriedades mentais a partir da fisionomia do indivíduo). Sua teoria foi cientificamente desacreditada, mas Lombroso tinha em mente chamar a atenção para a importância de estudos científicos da mente criminosa, um campo que se tornou conhecido como antropologia criminal.
Lombroso estudou na Universidade de Pádua, Viena, e Paris e foi posteriormente (1862-1876) professor de psiquiatria na Universidade de Pavia e medicina forense e higiene (1876), psiquiatria (1896) e antropologia criminal (1906) na Universidade de Turim. Foi também diretor de um asilo mental em Pesaro, Itália.
A principal idéia de Lombroso foi parcialmente inspirada pelos estudos genéticos e evolutivos no final do século IX, e propõe que certos criminosos têm evidências físicas de um "atavismo" (reaparição de caracteristicas que foram apresentadas somente em ascendentes distantes) de tipo hereditário, reminiscente de estágios mais primitivos da evolução humana. Estas anomalias, denominadas de estigmas por Lombroso, poderiam ser expressadas em termos de formas anormais ou dimensões do crânio e mandíbula, assimetrias na face, etc, mas também de outras partes do corpo. Posteriormente, estas associações foram consideradas altamente inconsistentes ou completamente inexistentes, e as teorias baseadas na causa ambiental da criminalidade se tornaram dominantes.
Apesar da natureza inconsistente destas teorias, Lombroso foi muito influente na Europa (e também no Brasil) entre criminologistas e juristas. Entre seus livros estão: L'Uomo Delinquente (1876; "O Homem Criminoso") e Le Crime, Causes et Remèdes (1899; O Crime, Suas Causas e Soluções).
Lombroso morreu em 19 de outubro de 1909, em Turim, Itália.
Escrito por:Diretório Acadêmico de Direito - 22/06/2010 00:55
Segundo o inciso LVII, do art. 5°, da CF, “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”. Mas, enquanto é julgado, durante todo este decurso de tempo, que geralmente é longo em nosso sistema jurídico, aquele que é absolvido pela justiça nem sempre é retratado socialmente. A sentença judicial pode ter-lhe concedido absolvição, contudo, quem foi injustamente condenado pela mídia carrega o fardo da desaprovação social, perde a credibilidade de sua imagem e de seu nome, tem sua vida transformada e, muitas vezes, nem pode mais voltar a sua rotina.
Liberdade de expressão e responsabilidade. Dois pesos na balança. Quando se coloca um assunto em debate social – pois ao pautar o que a sociedade irá ver, ler, ouvir, a mídia está elencando os temas que serão discutidos – têm-se a exposição daquele fato a uma amplitude infinitamente maior do que se apenas fosse discutido em juízo. Mesmo aberto ao público, um julgamento por si só nunca promoveria tamanha magnitude perante a população.
É uma estreita relação entre imprensa e acusado, em que muitas vezes, precipitadamente, a mídia dá o veredicto desfavorável antes mesmo de sua defesa em Juízo. Isso gera uma condenação social exercida de maneira uniforme, a qual acaba desmoralizando a vida pessoal e profissional dos indiciados. E o direito de resposta, oferecido em caso de erro, jamais se equipara ao espaço e repercussão tomados anteriormente pela notícia inverídica. Você já viu alguma capa de jornal dizendo: “Foi cometido um erro de julgamento no texto veiculado por este periódico, Fulano de Tal não roubou, estuprou, matou, ou cometeu outro qualquer ato repugnante diante da sociedade. Ele é inocente. Contratem-no para trabalhar na sua empresa!” Já viu? Piada! Quando erram, no máximo sai uma notinha bem pequena, se possível num lugar estrategicamente “invisível” do jornal.
O Código de Ética Jornalística informa que os meios de comunicação são obrigados a divulgar informações precisas e corretas da notícia, pautada pela real ocorrência dos fatos, tendo por finalidade o interesse social e coletivo. Contudo, muitas vezes o que ocorre é a superexposição dos casos em busca de maiores índices de audiência e tiragem panfletária. Puro sensacionalismo (Estilo jornalístico caracterizado por intencional exagero da importância de um acontecimento, na divulgação e exploração de uma matéria, de modo a emocionar ou escandalizar o público), espetacularização da notícia, audiência fácil e repercussão garantida. O público das mídias absorve o espetáculo promovido e esta, se aproveita de casos que sempre rendem audiência, muitas vezes modificando dados e detalhes, acrescentando uma narrativa romântica, explorando imagens marcantes, tornando o caso um verdadeiro romance policial.
Crimes hediondos ou brutais, por seu forte poder de surpreender o público, classificados na linguagem jornalística de fait divers –linguagem recorrente ao espetáculo - são o principal produto de apelo das mídias sensacionalistas. Muitas vezes se torna até exaustivo ver, ler ou ouvir o mesmo assunto diariamente, com pouca novidade acrescida, apenas para se ter o que noticiar.
Expor os desvios, informar, formar uma sociedade cociente e crítica, abastecer a opinião pública, reafirmar as normas sociais, mediar relação da esfera pública com a privada, etc. Os meios de comunicação de massa ajudariam muito se contribuíssem para o aprimoramento do indivíduo e não apenas para o ganho econômico de veículos de comunicação.
Uma denúncia feita em um veículo de comunicação atinge “em cheio” o poder de defesa do acusado, que se vê inserido na possibilidade de uma condenação não apenas judicial, mas a de uma com proporções muito piores, que atinge sua imagem em tamanha amplitude. Toda essa atividade midiática penal, justificada apenas pela Liberdade de Expressão, promove a violação de diversos princípios constitucionais como, o da Dignidade da pessoa humana, as garantias fundamentais da Honra, Vida Privada, Intimidade, Imagem, Presunção de Inocência, plenitude de defesa. Além de violar alguns do Direito Penal, decorrentes de normas constitucionais também, como o da Proporcionalidade.
O caso mais expressivo ocorrido sobre esta questão, foi o da Escola Base, de São Paulo, em março de 1994, onde vários órgãos da imprensa publicaram uma série de reportagens envolvendo a escola com o abuso sexual de crianças, os próprios alunos. Foram seis os acusados, mas os donos da escola, o casal estrangeiro Ichshiro Shimada e Maria Shimada foram os que mais sofreram pressão. As denúncias eram de que o motorista da escola, Mauricio Alvarenga, levava as crianças, no período de aula, para a casa de um outro casal, Saulo da Costa Nunes e Mara Cristina França, também pais de aluno da escola, e que lá eram cometidos e filmados os abusos. O delegado Edélcio Lemos, antes de verificar a veracidade das denúncias e com base em laudos preliminares, divulgou as informações à imprensa.
Aí o caso eclodiu. A divulgação feita pela imprensa levou à depredação e saque da escola. Os donos, chegaram a ser presos. Porém, o inquérito policial foi arquivado por falta de provas, sem qualquer indício que a denúncia tivesse fundamento. Restou aos “depredados” a batalha jurídica por indenizações. A empresa de comunicação “Folha da Manhã”, entre outros órgãos, foi condenada e o próprio estado de São Paulo. Mas a imagem pública dos envolvidos ficou abalada. Inclusive, o casal de donos da Escola Base não conseguiu recuperar a credibilidade e reabrir.
Justificar a condenação prévia, organizando um repúdio moral da sociedade que sofre as interferências da mídia, pelo eterno argumento do “interesse público”, cai por cena. Os jornalistas devem ter em mente em que chão estão pisando e que desculpas esfarrapadas já não bastam.
Liara Scolari Casarin Acadêmica do VII sem. de Direito e de Jornalismo.
Escrito por:Diretório Acadêmico de Direito - 06/06/2010 23:50
Direito Criminalista Contemporâneo: comprometimento com a conformidade constitucional
Uma das áreas mais procuradas por acadêmicos de Direito é, sem dúvida, a Criminalista. Por isso, o assunto será debatido na XV Jornada Internacional de Direito (JID), que acontece em Gramado (RS) nos próximos dias 11 e 12 de junho. Para debater com os estudantes, a JID traz um dos maiores especialistas no assunto, o Dr. Aury Lopes Jr., advogado criminalista, doutor em direito processual penal (Universidade Complutense de Madrid), professor no programa de pós-graduação em ciências criminais (Mestrado e Doutorado da PUCRS), coordenador do curso de especialização em ciências penais da PUCRS, membro do Conselho Diretivo para Iberoamérica da Revista de Derecho Procesal, pesquisador do CNPQ e autor de diversas obras jurídicas.
Confira a seguir a entrevista que fizemos com o Dr. Aury, que fala sobre o mercado de trabalho, a importância da atualização científica e suas expectativas para a JID 2010.
Qual a importância de eventos como a Jornada Internacional de Direito e a Jornada Jurídica para os profissionais e os estudantes de Direito?
A Jornada internacional de Direito é um evento tradicional e de grande relevância para estudantes e profissionais do Direito que estejam comprometidos com o saber jurídico de qualidade. Trata-se de um momento importante para atualização e aperfeiçoamento profissional, pois sempre são discutidas questões atuais e relevantes, com palestrantes de alto nível e de reconhecimento nacional.
Quais suas expectativas para a palestra que realizará no evento e de que forma o senhor espera que o público reaja e participe?
Mais uma vez tenho a honra de ser convidado para participar deste evento e pretendo proporcionar uma palestra dinâmica sobre temas atuais e de grande relevância, tanto para o estudante como, também, para o profissional que atue na área criminal. Espero que todos compareçam dispostos a refletir sobre as questões levantadas e, principalmente, com muita atenção e bom humor, pois é fundamental transformar o direito em algo mais íntimo e menos intimidante. Penso que passou a época do formalismo excessivo e do pedantismo que durante décadas marcaram os eventos jurídicos. As palestras precisam ser mais dinâmicas e alegres, sem abrir mão da qualidade com que os temas devem ser tratados.
De que forma o senhor acredita que o Direito pode fazer parte do cotidiano das pessoas, para que conheçam mais a legislação, por exemplo?
O direito está no nosso dia a dia, qualquer que seja a atividade que venhamos a desenvolver e, por isso, é fundamental que ele seja exposto de forma clara para que todos tenham o mínimo de compreensão necessária.
Quais são as características essenciais para aqueles estudantes que pretendem se tornar bons profissionais e ter destaque? Especialmente na área de Direito Processual Penal?
Para uma boa atuação na área penal, é fundamental que o estudante e o profissional estejam constantemente se atualizando e permanentemente estudando, pois a complexidade das relações sociais também se reflete nas questões penais trazidas para o processo. Foi-se o tempo em que o criminalista precisava apenas de uma boa oratória. Hoje o profissional precisa ter um conhecimento técnico profundo das questões penais e processuais penais e, ao mesmo tempo, uma base interdisciplinar que lhe permita dialogar com outras áreas do saber, como economia, sociologia, antropologia e psicologia. Por fim, o processo penal contemporâneo exige um profundo comprometimento com a conformidade constitucional, impondo uma releitura de seus institutos à luz da Constituição.
Escrito por:Diretório Acadêmico de Direito - 04/06/2010 01:19
Abertas as inscrições para o Vestibular de Inverno 2010
Estarão abertas, a partir desta terça-feira, dia 1º de junho, as inscrições para o Vestibular de Inverno 2010 da URI-Campus de Frederico Westphalen. Nesta edição, que tem como slogan “O que pesa na sua decisão?”, serão ofertadas exclusivamente vagas para o curso de Direito – Noturno. As inscrições poderão ser feitas até o dia 06 de julho, via internet (www.fw.uri.br/vestibular) , no valor de R$ 50,00.
A prova única será no dia 11 de julho, das 8h às 12h30min e será composta por cerca de 50 questões de múltipla escolha, distribuídas nas seguintes disciplinas: Língua Portuguesa, Literatura, Língua Estrangeira, Física, Química, Biologia, Matemática, Geografia e História. Além destas, haverá uma prova de redação.
De acordo com a Resolução nº: 039/CAEN/2005, para os candidatos com idade igual ou superior a 35 anos será aplicada apenas uma Prova de Redação e Questões de Interpretação, com valor integral de 100 pontos. O candidato desta faixa etária poderá optar por esta modalidade ou concorrer com os demais candidatos.
Para os candidatos com deficiência, a URI também prestará um atendimento especial. No ato da inscrição, o mesmo deve adotar o seguinte procedimento: encaminhar um documento que comprove a deficiência e um requerimento do candidato solicitando: Recursos humanos, tecnológicos, adaptações e apoios, tempo adicional para a realização das provas, recursos e equipamentos que o candidato poderá trazer consigo e utilizar durante as provas.
As equipes do Vestibular e do Serviço de Atendimento ao Estudante (SAE) estão à disposição dos vestibulandos para esclarecer eventuais dúvidas em relação às facilidades para estudar na URI (Bolsas e Financiamentos).
Vem fazer parte deste time!!! O DAD recebe vocês de braços abertos.
Escrito por:Diretório Acadêmico de Direito - 02/06/2010 01:22
Nesta segunda-feira, 31, ocorre a penúltima rodada da chave feminina dos jogos jurídicos 2010, os confrontos ocorrendo o quarto, quinto e sexto jogo, lembrando que os perdedores dos dois primeiros confrontos deverão aguardar para a disputa de terceiro lugar. Atenção para o horário das partidas:
4º JOGO: 21hs00min DIREITO I X EDUCAÇÃO FÍSICA III (FINALISTA)
5º JOGO: 21hs20min ERGA OMNES X PIRAÇÃO (FINALISTA)
6º JOGO: 21hs40min PERDEDOR DO 4º JOGO X PERDEDOR DO 5º JOGO (DISPUTA DO 3º LUGAR)
Escrito por:Diretório Acadêmico de Direito - 28/05/2010 10:01
NESTA SEGUNDA-FEIRA, DIA 24, SERÃO CONHECIDOS O CAMPEÃO, VICE-CAMPEÃO E TERCEIRO COLOCADO NA CATEGORIA MASCULINO DOS JOGOS JURÍDICOS -TAÇA WALDOMIRO VANELLI PINHEIRO. ATENÇÃO PARA OS JOGOS:
1º JOGO: PIRAÇÃO X EDUCAÇÃO FÍSICA I (CAT. FEMININO) AS 21HS00MIN;
2º JOGO: MASTER PLUS X ED.FÍSICA "B" (DISPUTA DO TERCEIRO LUGAR MASCULINO) AS 21HS20MIN;
3º JOGO: CERNE DO NÚCLEO F.C. X ED.FÍSICA I "A" (FINAL DO MASCULINO) AS 21HS40MIN.
OBS: lembrando que nesta segunda-feira, serão entregues apenas as medalhas aos classificados e que os troféus, bem como as premiações de goleiro menos vazado e artilheiro, assim como a premiação em dinheiro serão entregues em um evento realizado pelo DAD, no mês de Junho.
Escrito por:Diretório Acadêmico de Direito - 21/05/2010 17:08
IV semestre é o primeiro finalista da Taça Waldomiro Vanelli Pinheiro
NA NOITE DE ONTEM OCORREU A MELHOR PARTIDA DO CAMPEONATO! Em jogo muito disputado, o Master Plus e o Cerne do Núcleo F.C. empataram em 1X1 no tempo normal. Nos Pênaltis novamente deu o time do quarto semestre, que sagrou-se o primeiro finalista do certame.
ATENÇÃO:
Nesta quarta-feira, dia 12 haverá uma rodada extra com os seguintes confrontos:
1º JOGO: PIRAÇÃO X DIREITO I (FEMININO), 09hs00min;
2º JOGO: EDUCAÇÃO FÍSICA I X EDUCAÇÃO FÍSICA III (FEMININO),09hs20min
3º JOGO: ED.FÍSICA "B" X ED.FÍSICA I "A" (MASCULINO)09hs40min
Escrito por:Diretório Acadêmico de Direito - 11/05/2010 00:17
Em decorrência da semana de provas, nesta segunda-feira não haverá rodada de jogos, sendo que o próximo confronto será na quinta-feira, dia 29/04, as 20hs30min, entre ED. FÍSICA "B" X SUPORTE FÁTICO F.C.
Escrito por:Diretório Acadêmico de Direito - 24/04/2010 10:09